segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Antes arte do que tarde.


BEM CABE UMA PROFECIA...

"Já faz tempo pacas
Que eu não vinha aqui cantar no festival
Eu não vou ganhar, quem sabe até eu vou perder ou empatar

Nós não estamos nem aí
Nós queremos é piar
Nós estamos é aqui
E sua mãe onde é que está?

Mande um abraço pra velha
Diga pra ela se tratar

Você pensa que cachaça é água
Mas cachaça é água não
É não

Você pensa que eu estou brincando
Mas brincando eu não estou não
Estou não
Estou não

Imagine um festival
Sem caretas e no sol
Imagine um festival com a sua mãe e o Juvenal"

Ao tempo que o som psicodélico do minimoog e melotron e as pioneiras experiências dos roqueiros da cantareira com lsd anunciavam uma nova era musical a erudição e caretice dos festvais cerrava os juris em uma cortina de ferro para defender o moralismo musical.
Quem diria a herança da liberdade conquistada (ou emancipação rs) sobraria pra nós.

Em 72 o grupo lança “Mutantes e Seus Cometas no País dos Baurets”, que trouxe ainda problemas com a censura na faixa “Cabeludos Patriotas”. Eles são obrigados a trocar o nome da música e a letra (no mesmo álbum encontra-se a clássica “Balada do Louco”). No segundo semestre do mesmo ano lançam “Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida”. Ainda no mesmo ano (72) participam do último Festival Internacional da Canção, que estava em sua sétima edição, com a música “Mande um Abraço Pra Velha”.
Com vaias exorbitantes o grupo sai do palco com poucas esperanças (apesar de aparentarem hostilidade cada vez maior as questões internas do país) mas haviam plantado raízes sólidas na cultura musical do país e do mundo. A música elétrica dos Mutantes daria lugar decadas depois a um legado imensurável, uma revolução cultural e musical condizente com tempos em que a esperança parece ainda mais distante, a música eletônica.

Bahia here wee goo!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dúvidas sexuais vista sob a ótica judicial

DIREITO PENAL - PERTINENTES QUESTÕES DE ÂMBITO JURÍDICO

Para a igreja, a pílula do dia seguinte já é aborto.
Então, surgem algumas dúvidas:

A masturbação masculina é homicídio prematuro ou premeditado?
E o sexo oral? Será canibalismo?
Podemos considerar o coito interrompido como abandono de menor?
E o que dizer do preservativo? Será homicídio por sufocamento?




"Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente, pela mesma razão." (Eça de Queirós)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Vazamento de 30 mil litros de urânio concentrado nas águas da Bahia.


Moradores denunciam vazamento de 30 mil litros de concentrado de urânio em Caetité (BA).
De acordo com denúncias encaminhadas ao Greenpeace, 30 mil litros de concentrado de urânio podem ter contaminado solo e água dos arredores da mina
Moradores de Caetité (BA) - onde está situada a mina de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que abastece as usinas Angra I e II - procuraram o Greenpeace ontem (9/11) para denunciar o vazamento de 30 mil litros de concentrado de urânio. De acordo com informações levantadas pela própria comunidade, o vazamento teria atingido 200 metros de profundidade e pode ter contaminado rios e lençóis freáticos. A operação da mina, ainda segundo os moradores, está suspensa.

Procurada pelo Greenpeace, a assessoria de comunicação da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão governamental responsável pela fiscalização das atividades nucleares no país, disse que o vazamento aconteceu no dia 28 de outubro. A assessoria, no entanto, não informou detalhes sobre os impactos e as medidas que serão tomadas. A INB não quis se pronunciar.

“Como nos vazamentos anteriores, esse acidente expõe a fragilidade da segurança nuclear e a falta de transparência dessa indústria. O acidente aconteceu há 13 dias e até agora ainda não há uma posição oficial da INB e da CNEN”, diz André Amaral, coordenador da campanha de energia nuclear do Greenpeace. “A população ainda não sabe a extensão da contaminação do solo, da água e quais os riscos para os moradores da redondeza.”

Essa falta de transparência vem se repetindo em todos os casos de vazamento e outros assuntos relacionados à produção de energia nuclear. No ano passado, o Greenpeace denunciou a contaminação da água de poços localizados em propriedades rurais no entorno da mina de Caetité. Até agora, não foram feitas análises complexas da água na zona de influência da mina e a população continua sem saber a qualidade da água que bebe.

PRAGA DE BAHIANO

"Vamos bater os tambores
Balançar as cadeiras
Sacudir nossos pandeiros
Que os dedos jamais foram feitos
Pra contar dinheiro
Pra apertar gatilho

Juntos,juntos
Joguemos juntos
Uma praga de baiano

Para que tudo de novo
Vire tudo ao contrário
O pobre compre fiado
E o rico pague adiantado"

Adoro as profecias dos Novos Bahianos e Mutantes...Bruxaria da boa que antecipava o futuro.

Há só pra pontuar entre os diversos riscos devido ao impacto ambiental a ingestão contínua de urânio pode causar diversos danos à saúde, tais como a ocorrência de câncer e problemas nos rins.

Nem sempre se vê Mágica no absurdo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A nossa Carmen Miranda


O ENCANTO ACONTECE

Carmen Miranda. A Pequena Notável. The Brazilian Bombshell. Nome mágico. Mito. Hoje, apenas uma lembrança. Mas lembrança em tudo que nos cerca. Sua influência é sentida não só na música popular brasileira, como em outros ritmos do resto do mundo. A moda lançada por ela dos turbantes, dos sapatos de plataforma, das coloridas jóias de fantasia (os célebres balangandãs), coberta de plumas e paetê, mas de barriga de fora — tudo isso é hoje copiado pela juventude feminina e pelos gays e travestis, que sequer a conheceram, pois a maioria nem era nascida quando Carmen morreu, em 5 de agosto de 1955. Ainda recentemente, a festejada cantora de rock, Madonna, confessou que suas roupas exóticas foram inspiradas em Carmen Miranda. Quem foi, afinal, essa artista tão diferente, tão revolucionária para a sua época e até para a atual? Na verdade, nem era brasileira de nascimento. Como Carlos Gardel que, embora francês, tornou-se o rei do tango argentino, a nossa maior sambista nasceu em Portugal, na aldeia de Marco de Canavezes, perto do Porto, no dia 9 de fevereiro de 1909. Vinda para o Brasil ainda bebê (um ano de idade), Maria do Carmo Miranda da Cunha (seu verdadeiro nome) foi aluna de um colégio de freiras em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, mas não completou sequer o curso ginasial porque, por necessidade financeira da família (o pai, barbeiro; a mãe, servindo refeições em uma pensão), a menina precisou começar a trabalhar muito cedo, primeiro vendendo gravatas, depois, como balconista de uma loja de chapéus, onde aprendeu a bolar seus futuros adornos da cabeça. Já, então, fora rebatizada como Carmen por um tio que a achava tão exuberante como a heroína da ópera de Bizet e não se conformava com o pacato nome Maria do Carmo. Descoberta pelo compositor e violonista baiano ("sempre os baianos na minha carreira, terminando com o Caimmy!" Josué de Barros, Carmen Miranda gravou três discos, sem grande repercussão, até atingir o sucesso total com a música de Joubert de Carvalho, Pra Você Gostar de Mim, que passou a ser conhecida como Taí. Lançado em janeiro de 1930, esse disco bateu todos os recordes da época, vendendo 35.000 exemplares em um mês Depois disso, nunca mais Carmen Miranda deixou de brilhar. Fazia sucesso não só no Brasil — com gravações e shows ao vivo — como na Argentina) e Uruguai, tornando-se a estrelíssima do "show business" sul-americano nos moldes internacionais impostos pelos americanos do norte, em Hollywood e na Broadway. Era inevitável, portanto, que viesse a conquistar também aquele tipo de público tão exigente. Quando os artistas hollywoodianos Tyrone Power e Sonja Henie a viram se exibindo no Cassino da Urca, já com a primeira fantasia de baiana idealizada por ela própria, ficaram tão encantados que a recomendaram ao empresário Lee Schubert, que não hesitou em contratá-la para ser uma das principais intérpretes da revista musical Streets of Paris, montada no Broadhurst Theatre, em plena Broadway), também com a dupla cômica Abbott & Costello e o cantor francês Jean Sablon. A figura — já carismática — de Carmen Miranda tomou de assalto o público nova-iorquino, que nunca havia visto algo igual: uma exuberante criatura, exoticamente vestida, "cantando" com as mãos, com os olhos, com os pés e com os quadris, pois ninguém entendia suas palavras em português (ela ainda não falava inglês) e, já naquela época, foi considerada "a rainha da comunicação internacional". As lojas da luxuosa Quinta Avenida substituíram as criações de Dior e Chanel pelas fantasias de baiana de Carmen, seus turbantes, sapatos e balangandãs, com bons "royalties" para a cantora brasileira, já, então, carinhosamente apelidada pela imprensa nova-iorquina de "The Brazilian Bombshell"). Ao contrário de diversas traduções, "bombshell" não quer dizer "bomba" em português — na gíria americana, "bombshell" significa uma "explosão", mas no sentido de uma grande surpresa — então, a tradução certa seria "A Grande Surpresa Brasileira" ou "A Explosão Brasileira". No Brasil, anos antes, recebera outro apelido, A Pequena Notável, que lhe fora dado pelo locutor César Ladeira, da extinta Mayrink Veiga, e que pegou de tal maneira, que ela passou a ser assim apresentada nos seus shows.


DE "PEQUENA NOTÁVEL" A "BRAZILIAN BOMBSHELL"
Algumas pessoas mal informadas disseram e dizem até hoje que Carmen Miranda foi para os Estados Unidos porque existia uma política de Boa Vizinhança entre o Presidente Roosevelt e Getúlio Vargas, inclusive que a pequena notável fora patrocinada por este último para representar o Brasil na Feira Mundial de Nova lorque porque era sua amante. Não é verdade. Carmen foi de navio (não havia passagens de avião por ser época de tensão pré-guerra), com passagem paga pelo empresário Lee Schubert. Mas, como o empresário americano não concordou em levar seus acompanhantes (o Bando da Lua) e a brasileiríssima Carmen não aceitava músicos estrangeiros para tocarem "o seu samba", ela então, recorreu ao Ministro das Relações Exteriores, Oswaldo Aranha, e pediu-lhe ajuda para os rapazes. Como sempre acontece no Governo com relação aos artistas, o Itamarati, na base da economia, concordou em pagar apenas as passagens de três membros do Bando da Lua, com a condição de Carmen apresentar-se com eles no Pavilhão Brasileiro da Feira Mundial de Nova Iorque. Não querendo fazer nada "pela metade", Carmen pagou, do seu bolso, as outras três passagens, e embarcou com o grupo completo. Então, não foi a política de Boa Vizinhança a responsável pelo sucesso dela nos States e, muito menos, o desejo de Roosevelt de querer agradar o Brasil na época, como alegam os falsos críticos. Afinal, a pergunta é: desde quando, até os dias de hoje, os Estados Unidos fizeram questão de badalar um país subdesenvolvido como o Brasil? Era inevitável que a Brazilian Bombshell terminasse como estrela em Hollywood, justamente na época gloriosa dos filmes musicais. Como não pudesse abandonar os espetáculos diários de Ruas de Paris na Broadway, a 2Oth. Century-Fox abriu uma exceção para ela (um precedente na história de Hollywood): enviou a Nova Iorque uma equipe de técnicos com o diretor Irving Cummings para filmar alguns números seus especialmente para o cinema, que foram encaixados no filme Down Argentine Way (Serenata Tropical), com os então popularíssimos Betty Grabie e Don Ameche). O filme bateu recordes de bilheteria, noventa por cento por causa da presença de Carmen que, então, ficou famosa no mundo inteiro. Da Pequena Notável, cantora de rádio do Brasil, restou apenas a saudade. — No seu camarim, no Broadhurst Theatre, ainda atordoada com o sucesso internacional, a Brazilian Bombshell recebia cumprimentos de celebridades do mundo da tela que tanto admirara nos filmes e que nunca sonhara conhecer pessoalmente, muito menos, tê-los como seus fãs: Robert Taylor, Barbara Stanwick, Judy Garland) , Errol Flynn, Dorothy Lamour, Mickey Rooney, David Niven, Lana Turner, Norma Shearer e até a exclusiva Greta Garbo, que "saiu da toca" para ver o que era a Explosão Brasileira. Certa vez, comentando este fato com Carmen, comparei-o ao meu próprio caso: vir a conhecê-la pessoalmente e, ainda, me tornar sua melhor amiga — ela, que fora meu ídolo de infância. Carmen exibiu aqueles dentes perfeitos no clássico e brejeiro sorriso e me deu um grande beijo, como se eu estivesse lhe fazendo um favor em admirá-la. Era assim modesta, um ser humano maravilhoso, embora tivesse noção do seu valor e se apresentasse com o pique de uma verdadeira estrela.



UMA DECEPÇÃO COM O BRASIL
Portuguesa de nascimento, brasileira de coração, Carmen Miranda jamais se naturalizou americana, apesar dos dezesseis anos vividos como imigrante nos Estados Unidos e casada com um cidadão de lá. Mas, nem por isso, foi bem compreendida pelos brasileiros. Após o sucesso na Broadway com Streets of Paris e, em Hollywood (e resto do Mundo) com o filme Serenata Tropical, após ter sido convidada de honra na Casa Branca, em Washington, para cantar no sétimo aniversário de Franklin Roosevelt como Presidente dos Estados Unidos (como Getúlio, ele também era seu fã), Carmen voltou ao Brasil para prestar contas de legítima Embaixatriz do Samba nos States. Desceu do navio SS Argentina no cais da Praça Mauá no Rio de Janeiro, vestida com um tailleur em camurça verde-amarela e foi recebida triunfalmente pelo povo, desfilando em carro aberto pela Avenida Rio Branco, coberta de flores, serpentinas e confetes. Mas a suposta "alta sociedade" carioca esnobou-a: quando Carmen, a Pequena Notável, a Brazilian Bombshell, apresentou-se novamente no Cassino da Urca — agora, já estrela internacional sofisticadíssima, no esplendor das novas fantasias de baiana estilizadas — a "carioca society" aplaudiu-a friamente, de uma forma que, em outro ambiente, teria sido o equivalente a uma vaia. Motivo: no seu entusiasmo em mostrar o que havia aprendido "lá fora", a ingênua Carmen - que nunca foi apelativa - cantou algumas músicas em inglês, como havia feito pouco antes nos Estados Unidos, sob enormes aplausos. Foi o suficiente para que a acusassem de ter-se americanizado. No dia seguinte, triste e amargurada com a injustiça daquele povo que tanto amava, a pequena notável encomendou aos compositores Vicente Paiva e Luiz Peixoto o samba Disseram Que Voltei Americanizada, que resultou em um verdadeiro auto-retrato da cantora. Essa mágoa com o Brasil perseguiu-a durante anos e uma reportagem publicada pelo jornalista-compositor David Nasser (que desfrutou da hospitalidade dela na mansão de 616 North Bedford Drive, em Beverly Hills), intitulada "Carmen, Volte Para os Seus Bugres", cimentou a melancolia e o complexo de que os brasileiros não gostavam mais dela. Esquecia-se (e não adiantava falarmos!) de que era apenas uma minoria, mas, sensível como era, queria ser amada por todos. Só voltaria a perder esse complexo ao voltar ao Brasil, quase no fim da sua curta vida, em 1954 ("empurrada" pela dedicada irmã, Aurora), quando os brasileiros se redimiram de todas as injustiças e lhe prestaram as homenagens que merecia.
Desde o início de sua carreira americana, Carmen fez uso de barbitúricos para poder dar conta de uma agenda extenuante. Adquiria as drogas com receitas médicas pois, na época, elas eram receitadas pelos médicos sem muitas preocupações com efeitos colaterais. Nos Estados Unidos, tornou-se dependente de vários outros remédios, tanto estimulantes quanto calmantes. Por ser também usuária de tabaco e álcool, o efeito das drogas foi potencializado. Por conta do uso cada vez mais freqüente, Carmen desenvolveu uma série de sintomas característicos do uso de drogas, mas não percebia os efeitos deletérios, que foram erroneamente diagnosticados como estafa por médicos americanos.
Em 3 de dezembro de 1954, Carmen retornou ao Brasil após uma ausência de 14 anos. Seu médico brasileiro constatou a dependência química e tentou desintoxicá-la. Ficou quatro meses internada em tratamento numa suíte do hotel Copacabana Palace. Carmen melhorou, embora não tenha abandonado completamente drogas, álcool e cigarro. Os exames realizados no Brasil não constataram alterações de freqüência cardíaca.
Ligeiramente recuperada, retornou para os Estados Unidos em 4 de abril de 1955. Imediatamente começou com as apresentações. Fez uma turnê por Cuba e Las Vegas entre os meses de maio e agosto e voltou a usar barbitúricos.
No início de agosto, Carmen gravou uma participação especial no programa televisivo do comediante Jimmy Durante. Durante um número de dança, sofreu um ligeiro desmaio, desequilibrou-se e foi amparada por Durante. Recuperou-se e terminou o número. Na mesma noite, recebeu amigos em sua residência em Beverly Hills, à Bedford Drive, 616. Por volta das duas da manhã, após beber e cantar algumas canções para os amigos presentes, Carmen subiu para seu quarto para dormir. Acendeu um cigarro, vestiu um robe, retirou a maquiagem e caminhou em direção à cama com um pequeno espelho à mão. Um colapso cardíaco fulminante a derrubou morta sobre o chão. Seu corpo foi encontrado pela empregada na mesma noite. Tinha 46 anos.
Aurora Miranda, sua irmã, recebeu na mesma madrugada um telefonema do marido de Carmen Miranda avisando sobre o falecimento. Aurora Miranda passou então a notícia para as emissoras de rádio e jornais. Heron Domingues, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, foi o primeiro a noticiar a morte de Carmen Miranda em edição extraordinária do Repórter Esso.
Em 12 de agosto de 1955, seu corpo embalsamado desembarcou de um avião no Rio de Janeiro. Sessenta mil pessoas compareceram ao seu velório realizado no saguão da Câmara Municipal da então capital federal. O cortejo fúnebre até o Cemitério São João Batista foi acompanhado por cerca de meio milhão de pessoas que cantavam esporadicamente, em surdina, “Taí”, um de seus maiores sucessos.
Tantos anos depois de sua morte -em Beverly Hills, aos 46 anos, em 1955-, as pessoas guardaram mais a memória da Carmen internacional do que a da carioca e brasileira. E, só agora, no ano de seu centenário de nascimento, estamos repatriando a Carmen do samba e do Carnaval, que imprimiu a bossa na música popular brasileira e lançou compositores como Assis Valente, Synval Silva e Dorival Caymmi.

Por sorte, muitos endereços onde Carmen morou, trabalhou e namorou na Cidade Maravilhosa continuam de pé.Segue o link para acompanharmos em ordem cronológica.
*O texto acima é inspirado no texto de Ruy Castro que acompanha o link.*

http://carmen.miranda.nom.br/passos.html
Imagem: Will Murai.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

"Há 2 espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e OS AMIGOS, que são os nossos chatos prediletos."


"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas
que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos
que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia,
das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano,
enfim… do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe…nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices…
Aí, os dias vão passar, meses…anos… até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo….
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
- “Quem são aquelas pessoas?”
Diremos…que eram nossos amigos e…… isso vai doer tanto!
“Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!”
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente……
Quando o nosso grupo estiver incompleto…
reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo…..
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades….
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos
os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!”

Fernando Pessoa

*Cabalísticamente essa era a foto no "pick of the day" do nosso face ontem.*

Feriado ensolarado pra alegria da garotada...

Família ê
Família á
Família

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A BOLSA E A MINISTRA



"VOCÊ VAI VOTAR NELA???
*valor do euro, aproximadamente em outubro de 2009:
1 euro = 2.65 reais * 4.700 = R$ 12.450,00.

A bolsa da DILMA:
A jornalista Anna Ramalho escreveu na sua coluna no Jornal do Brasil:

“A ministra Dilma Rousseff, em foto publicada anteontem n’ O Globo, deve ter se esquecido de esconder a bolsa – tamanha foi a bronca no assessor do Geddel. Trata-se de uma Kelly, grife Hermès, criada em homenagem à princesa Grace, e objeto de consumo das milionárias mundo afora."
Detalhe: a bolsa não custa menos de 4.700 euros – cerca de R$ 14 mil. Portanto… Quem ainda teme a revolucionária comunista dos anos 70 pode ficar tranquilo. Não se usa uma Kelly impunemente.É muito bonito pregar comunismo nas propriedades e com o dinheiro dos outros...”

Para comprar a bolsinha que ela usa, o trabalhador brasileiro tem que trabalhar dois anos, sem comer, sem morar, investindo tudo na bolsinha da ministra demagoga do PAC. Mas que na verdade, depois de guerrilheira, o que ela virou foi uma aproveitadora do dinheiro público para uso de luxos 'burgueses'.
Enquanto ela e Lula atiram bolsa-família para manter a ignorância do povo, ela se agarra mesmo é no poder para ganhar milhões e poder andar como madame, com bolsa de madame."

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Folie dans la grotte


Em meio a plumas, paetês, turbantes, perucas e adereços para todos os gostos, doidões e Mauricinhos (rs) divertiram-se e enlouqueceram o quanto foi possível.

E foi nesse clima de loucura na caverna (qualquer alusão ao nome da festa é mera coincidência... hehehehehehehe) que se deu a maior festa à fantasia de todos os tempos.

Sem exageros sim! Porque em qual outro lugar do mundo seria possível reunir tantos amigos fantasiados juntos por metro quadrado?!?!?!? E olha que eram poucos metros quadrados. Bom, acho melhor pararmos com essa história de quadrados, afinal: a festa já acabou!

E, como tudo que é bom dura pouco, para os que acharam que a festa passou em segundos: não se aflinjam! Em breve teremos mais uma edição da mais nova festa da nossa cidade maravilhosa: La Folie!

Agradecemos a presença de todos que curtiram essa loucura e aos que não puderam comparecer: aguardem mais notícias sobre a próxima edição!

Crepúsculo Crew

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A cidade enlouquece sonhos tortos.




Na verdade nada é o que parece ser


As pessoas enlouquecem calmamente


Viciosamente, sem prazer


Tá sozinha, tá sem onda, tá com medo


Seus fantasmas, seu enredo, seu destino
Toda noite uma imagem diferente


Consciente, inconsciente, desatino.




A maior expressão de angústia.




Vias para o desenvolvimento do bem estar material cultural e da liberdade.


A prática social individualizada foi enraízada na América Latina desde os primórdios.Apesar das milhares de teorias científicas formuladas para o contato luso-indígena e suas consequencias como o contágio microbiano, supressão da língua o fato é que foi o maior genocídio da história da humanidade onde a média de perda da população original foi em torno de 97%.


Já Simon Bolivar ( o libertador, rs) acreditava em uma democracia com liberdade no sentido que resguardasse os privilégios das oligarquias. A propaganda é divulgada até hoje : Democracia x Anarquia.


É doloroso pensar que a escravidão já foi legitimada como um fato social ou esta é uma fuga da nossa consciência cristã filantrópizada que prefere creditar a culpa da prática de dominação aos antepassados ignorantes e sem consciência social?


- escravidão
s. f.
1. Estado de escravo; cativeiro.
2. Fig. Servidão; sujeição; falta de liberdade.


Seria possível o povo como objeto e sujeito da sociedade?


Analisando as características da dependência ( protagonista do cenário de atraso, miséria e pobreza) autores como Oliveira Vianna e Alberto Torres descreveram a maldade humana e egoísmo como qualidades eternas dos homens e o Brasil tem os interesses orgânicos da sociedade ameaçados pelas aventuras financeiras e imprudência e anarquia social e política.Quanta ingenuidade obscurece a legitimação das forças sociais em vigor? Até quando taparemos o sol com a peneira?


anarquia
s. f.
1. Falta de chefe.
2. Fig. Desordem, confusão (motivada por falta de direcção!direção).
3. Polít. Sociedade constituída sem governo.


Diante dessa concepção exposta em que sociedade e política resultam fundamentalmente da economia, acredita-se que o espírito brasileiro é romântico e contemplativo ingênuo e de vagos idealismos, não possúimos opinião ou consciência.


Deixados os psicologismos de lado podemos observar que o desenvolvimento da conscientização deve acompanhar o desenvolvimento das forças reais.


As bolhas de crédito e organizações financeiras que extinguiram a jurisprudência econômica, arremataram o descrédito na recente democracia capitalista da América do Sul.


O conflito colonizadoxcolonizador já não é paradigma vital das teorias científicas, agora a luta não é entre classes, não há luta, o marasmo social diante do naufrágio do capitalismo, as classes cristalizadas protagonizando as crises das instituições, montam um cenário decadente de nossa sociedade ao passo que as desgraças ambientais e sociais compassam as "revoluções" que tanto bradávamos enquanto o sistema realmente imperava.


Geral num braço só.


As tentativas de pacificação das favelas que vem sendo propagandeadas como marco das novas empreitadas para o Rio 2016 já registram estatísticas de aumento da violência nos bairros vizinhos de 64%. Se vivemos em uma sociedade regida pelas leis objetivas do capital devemos observar a consequencia lógica do aumento da violência diante do desemprego de milhares de trabalhadores do tráfico.


Será que os 55 milhões de moradores de favelas até 2020, continuaram a ser cenário paisagem para as elites que se acreditam mola motriz da sociedade?


Enquanto a escravidão era legitimada a coisificação do homem não era um problema para as elites, agora a angústia é geral e ainda assim a consciência do "meu mingau primeiro" permanece.


Até quando?


Podemos algo fazer em nossas próprias bolhas para alterar esse quadro?


Acredito no exemplo prático e não em teorias demagogas, ao menos em cientificidade sem exemplo.


Exemplo é a chave.


Eu que não me sento no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar. É você olhar no espelho e se sentir um grandessíssimo idiota saber que é humano, ridículo, limitado que só usa dez por cento de sua cabeça animal.


Inicie o exemplo em sua família, em sua bolha e alcance o infinito se puder aprenda com a cosmologia. Faça pelo outro e faça por você, faça por exemplo. Faça acontecer.




*Filmasso do festival do Rio, superou todas as expectativas: Aconteceu em Woodstock, Ang Lee


O filme finaliza com uma bela frase: A perspectiva que limita. Acredite na sua realidade como algo grande sem colocar em perspectiva.


De qualquer forma, a eleição de um protagonista privilegiado faz muito bem ao filme. Por meio de Elliot, podemos nos identificar e nos colocar numa posição que, dado o gigantismo e a mítica de Woodstock, quatro décadas depois tende a perder sua real dimensão.O diretor consegue com a inestimável ajuda do diretor de fotografia Eric Gautier que possamos ver o centro do universo através deste filme.Muitos críticos consideram-no o melhor operador de câmera em atividade hoje no mundo.Vale a pena.


Quem sabe não sirva para elucidar um pouco tantos ignorantes que ainda crêem que a imensidão da força da contracultura é resumida ao Flower Power e desbundou assim como a Guerra Fria para os contos de fada.


A transformação da paisagem de White Lake após o festival representa a expansão da consciência e suas consequências.Foi uma delícia relembrar até onde pudemos chegar.


Eu acredito.


E você é gente que faz ou gente que fala?




VAMOS VER CHAMEI MINHA TRIBO




"VAMOS VER, chamei minha tribo e disse:


vamos ver, quem somos, que fazemos, que pensamos.


O mais pálido deles, de nós,


me respondeu com outros olhos,


com outra sem-razão com sua bandeira.


Esse era o pavilhão do inimigo.


Aquele homem talvez tivesse direito


a matar minha verdade, assim como aconteceu comigo e com meu pai,


e ainda assim acontece.


Mas sofri como se me mordesem."




Mais uma do "oráculo" Últimos poemas de Pablo Neruda.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O AMOR


É difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor são os
fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos!!

- Cecília Meirelles -

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Eu participo. Tu participas. Ele participa. Nós participamos. Vós participais. Eles lucram."


Recadinhos.


No Brasil aproximadamente 20 milhões de pessoas trabalham nas zonas rurais sem terra prórpia.

Ainda assim, foi aprovada esta semana a lei MP 458, que iguala posseiros e grileiros na disputa por gçebas da Amazônia Legal. A Lei foi apelidade pela militãncia ambientalista de "MP da Grilagem" e estabelece que todos os apossamentos de até 1,5 mil hectares obtidos até Dezembro de 2004 sejam legitimados como propriedade privada dos que ocupam econômicamente. Acontece que a Lei não distingue se a ocupação foi por uma família que cultiva para a subsistência ou por um criminoso grileiro.

A MP legitima a grilagem, o crime contra a função social da terra e promove o latifúndio pois prevê que após 3 anos da transferência as terras podem ser vendidas em acúmulo PELO MESMO DONO em até 2,5 mil hectares.

A Lei já está em vigor.

Segue o link de um vídeo para maiores informações sobre a crise do meio ambiente.



Aqui ainda há o que pode ser feito:


*"Existe uma maneira eficaz de impedir que dois contrabandos legislativos de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que faz política na Amazônia, destruam remanescentes de manguezais, zona costeira e Mata Atlântica de costa na Bahia.
Basta ligar até a terça-feira dia 6 de outubro para o gabinete do Lula no Palácio do Planalto, telefones (61) 3411-1200 ou (61) 3411-1201, e exigir que ele vete as emendas nº 6 e 7 da Medida Provisória 462, onde Jucá meteu seus contrabandos.
A MP, proposta pelo Executivo, tem como objetivo regular ajuda financeira aos municípios amazônicos que perderam arrecadação por conta do plano federal de combate ao desmatamento na região Norte do país.

Jucá, sem a menor vergonha, usou-a para liberar a devastação no litoral do Nordeste.
Uma de suas emendas altera os limites da Reserva Extrativista Baia do Iguape, Unidade de Conservação localizada na área mais preservada da Baia de Todos os Santos – estuário do rio Paraguaçú.

O objetivo desta alteração é liberar área da RESEX para a construção de um Pólo Industrial Naval, projeto este proposto e defendido pelo Governo da Bahia.

Neste local ocorrem extensas áreas de manguezais com alta biodiversidade regional e rica o suficiente, para sustentar a pesca artesanal e a coleta de mariscos, atividades que sustentam 4500 famílias naquela área.
A outra emenda inclui a região do Porto Sul de llhéus (BA) no Plano Nacional de Viação. Lá, restam uma das mais importantes áreas de remanescentes de mata atlântica do país.

A preservação de sua zona costeira é considerada pelo Ministério do Meio Ambiente fundamental para a conservação marinha. Jucá, que tem entre seus financiadores de campanha empresas portuárias, quer passar o trator em cima disso tudo. Não podemos permitir!
É um absurdo que nos dias de hoje onde o mundo já percebeu que não se faz desenvolvimento sem incluir a sociedade e sem considerar a sustentabilidade e a biodiversidade, ainda existam processos obscuros, sem audiências públicas e que abrem precedentes para que todas as Unidades de Conservação do Brasil, estejam a mercê dos grandes empreendimentos.
Agora, está nas mãos do presidente Lula decidir entre proteger a zona costeira e as comunidades que nela vivem ou optar pela exploração desenfreada dos recursos naturais e do desenvolvimento econômico a qualquer custo.
Faça sua parte ligue para o Lula, nos telefones (61) 3411-1200 ou (61) 3411-1201
e peça que ele não deixe as emendas nº 6 e 7 destruírem dois remanescentes de natureza tão relevantes. Para deixar clara a sua indignação, aproveite e repita o pedido com um email pelo link <https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php>

Eu já liguei... e vc?
Divulgue para seus amigos. Quanto mais gente incomodando melhor... não podemos permitir que medidas como essa, contrabandeadas sejam decididas e aprovadas sem mesmo que a gente tome conhecimento do impacto no meio ambiente.
<https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php>

´

A sua DESINFORMAÇÃO é muito importante para eles:


*"Não é interessante para o governo a transparência no setor nuclear.

A ocultação de informações nessa área, impossibilita os cidadãos brasileiros de protestar contra o programa nuclear. Não, não estou falando aqui da arcaica lei herdada do regime militar que nos tira o direito constitucional de manifestarnos em instalações nucleares, nada disso.

É porque sem informação, o povo brasileiro não sabe quanto o governo dá de subsídios para a que a cara energia nuclear aconteça.

E não é só isso, ficamos todos sem saber quanto realmente custa essa energia, quanto de nosso dinheiro é investido sem retorno.

Não temos acessos aos acidentes que ocorrem, aos estudos - como aqueles milhares realizados frequentemente em Caetité e que nunca haviam encontrado contaminação - e aqueles sobre a saúde dos trabalhadores e das comunidades de entorno - se é que foram alguma vez realizados, análises de plano de segurança, falhas, rejeitos e etc.Com a força das informações ocultadas, subsídios do governo, descumprimento da lei e desrespeito a população, o programa nuclear segue visionando crescimento, e trazendo consigo diversas mazelas para nosso país.A matéria abaixo, de gilberto nascimento, mostra o quanto o governo teme em disponibilizar o acesso a informação:
Minas e Energia rejeita proposta sobre segurança nuclear
A Comissão de Minas e Energia rejeitou no último dia 15 o Projeto de Lei 7068/06, da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que prevê o acesso público aos documentos, expedientes e processos administrativos que tratem de segurança nuclear.

Segundo a proposta, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) ficará obrigada, por exemplo, a informar qualquer cidadão interessado sobre instalações nucleares e radioativas, rejeitos nucleares e acidentes, situações de risco e planos de emergência nuclear e radioativa.

O relator, deputado Ciro Pedrosa (PV-MG), recomendou a rejeição do projeto.

De acordo com ele, a proposta poderia ter consequências adversas para o País, devido à desinformação e aos mitos que persistem no imaginário popular sobre o tema, além da ausência de um órgão autônomo e independente responsável pela fiscalização da área nuclear.

“Antes de adotarmos as medidas sugeridas no projeto, devemos sensibilizar o Executivo a dividir a CNEN e criar um órgão regulador independente para o setor”, afirmou.De acordo com Pedrosa, a CNEN tem atribuições incompatíveis entre si. Isso contraria a Convenção de Segurança Nuclear, da qual o Brasil é signatário, que exige a separação das atividades operacionais e regulatórias em órgãos distintos. Ele disse que um órgão regulador independente poderia fornecer, com a necessária isenção, os dados sobre segurança nuclear de interesse dos brasileiros."*


Utilidade pública.


*".....amigos, em meio a tanta 'bandalheira' neste mundo virtual, graças a Deus existem também assuntos sérios e de UTILIDADE PÚBLICA que precisam de nossa atenção e respeito. Este é um deles: O Instituto do Câncer de Mama está com uma importante campanha. Cabe a nós atendermos sua solicitação e ampará-lo, pois se depender do Governo (Federal/Estadual/Municipal) será seu fim!!

Vamos salvar o site do câncer de mama? Não custa nada.

O Site do câncer de mama está com problemas, pois não tem o número de acessos e cliques necessários para alcançar a cota que lhes permite oferecer UMA mamografia gratuita diariamente a mulheres de baixa renda. Demora menos de um segundo, ir ao site e clicar na tecla cor-de-rosa que diz 'Campanha da Mamografia Digital Gratuita'.

Não custa nada e é por meio do número diário de pessoas que clicam que os patrocinadores oferecem a mamografia em troca de publicidade.

Repassem a pelo menos 10 amigos para que eles repassem a mais 10 ou mais amigos, ainda hoje! E assim estaremos ajudando a salvar este site tão importante. Este gesto fará uma enorme diferença.. Acessem: http://www.cancerdemama.com.br/ "*


Paz sem voz não é paz é medo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009


Ontem foi aniversário do nosso ilustríssimo Fernando e 2a. feira será da nossa queridíssima Erikita, com isso desejo à vocês queridos hermanos:

Uma borracha, para apagar de nossa história tudo que nos desagrada.

Um sabonete, para retirar todas as marcas das máscaras que usamos no dia-a-dia.

Uma tesoura, para cortar tudo aquilo que nos impede de crescer.

Um pássaro, que nos ensine a voar alto e cantar com liberdade.

Um jarro, para conservar o carinho e amadurecer o amor.

Um frasco transparente, para conservar sorrisos, e sem tampa, para escutar o alegre som das gargalhadas.

Lentes corretoras da visão da vida, que nos permitam enxergar com amor o próximo e a natureza.

Um esquilo, que nos mostre como galgar os ramos da árvore da sabedoria.

Agulhas grandes, para tecer sonhos e ilusões.

Um cofre, para guardar as lembranças construtivas e edificantes.

Um zíper, que permita abrir a mente quando se deseja encontrar respostas, outro para fechar nossa boca quando for necessário, e mais um para abrir nosso coração.

Um relógio, para mostrar que é sempre hora de amar.

Um rebobinador de filmes, para recordar momentos felizes de nossas vidas.

Sapatos da moral e da ética, para pisarmos com firmeza e segurança por onde quer que formos.

Uma balança, para pesar tudo que é vivido e experimentado.

Um espelho, para admirar uma das obras mais perfeitas da natureza, nós mesmos!

Sejam felizes sempre meus caros e conte comigo para levar um pouco de alegria e parceria nesse lifestyle um tanto loooouuco.

Besitos,
Ciça Antunes

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Neruda morreu de tristeza?


"Esperemos
Há outros dias que não têm chegado ainda,
que estão fazendo-se
como o pão ou as cadeiras ou o produto
das farmácias ou das oficinas
- há fábricas de dias que virão -
existem artesãos da alma que levantam e pesam e preparam
certos dias amargos ou preciosos
que de repente chegam à porta
para premiar-noscom uma laranja
ou assassinar-nos de imediato."

"Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade."

Para manter na saliva o gosto de sangue e chama, regar a orquídea selvagem plantada em nosso peito,para provocar oscilações de alta freqüência em nossa alma fantasmagórica.Para ressucitar-nos de nossos falecimentos diários diante de um horizonte tão largo quanto opaco e fétido, medíocre. Para acreditarmos em opções coletivas ainda que pertencendo a esse mesquinho formigueiro, para entendermos a America Latina além das possibilidades limitadas do Mercosul, para que possamos nos fortalecer, mas não percamos a ternura.
Para lembrarmos que alguns países da América Latina traçaram uma história de combate, de coletividade, e alguns pensadores olharam por seus índios.
Para revivermos poesia: Pablo Neruda.
-Para historicizar : "Machuca"
-Para aplaudir: "Rock and Roll" Tom Stoppad
-Para pertencer : Novos Bahianos / Tom Zé
-Para esquecer : Digitalism / The Doors
-Para manter acesa a esperança : Marina Silva
Copiando e colando.
*Gilberto Gil participará do RIP que será exibido no Festival do Rio e levantará questões sobre a pirataria e as mídias sociais. Dele : "O compartilhamento é a alma da criação"*

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Os inocentes do leblon não sabem de você, nem vão querer saber.


Os inocentes do leblon


" Os inocentes do Leblon

não viram o navio entrar.

Trouxe bailarinas?

trouxe imigrantes?

trouxe um grama de rádio?

Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram,

mas a areia é quente,

e há um óleo suave

que eles passam nas costas, e esquecem."

Carlos Drummond de Andrade
1940 / 2009 - Qualquer semelhança não é mera coincidência.
* Todos os dias nascem deuses alguns maiores e outros menores do que você.
Essa é a janela dos outros em ação *

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Prazeres dizeres

Preciso de noites mal dormidas para dar valor a noites que tenho tempo de descansar.
Aprecio amizades questionáveis para que sempre tentem me questionar.
Quero um pouco de ódio, distribuido em doses agressivas ; um pouco de mau humor para saborear os dias de euforia; um pouco de chuva para molhar a minha blusa, enlamaçar o meu sapato e mostrar de fato a mulher que se esconde por de trás de uma espessa maquiagem.
Quero correr muito, sempre que não houver necessidade. Gostaria de matar sempre alguém, mas apenas quando desse saudade.
Pagaria qualquer quantia, pela emoção de ver uma vez por dia o sorriso da minha filha.
Felicidade é poder amar sem economizar.
É poder saber e não esconder.
É sempre ter forças para lutar mesmo que saiba que vai perder.
Desejo vida longa para todos que não tem a alma podre.
Que não se vendem para uma religião e que não ficam como macacos, pulando de galho em galho a procura de alguma salvação, Os fracos se esquecem; que dentro de cada um existe um coração.
Ele pulsa com seu sangue e em união com seu cérebro, fazem a máquina do seu corpo ser o que é. Ser o que você tem competência para ser.
Se você chegou agora, de repente ainda não deu tempo para me conhecer. Tento ser de um todo, um todo de felicidade; em que nem nos seus piores dias eu não arranje uma meia dúzia de palavras bestas para te fazer sorrir.
Bruno Manes.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Orgãnicos 2010: Um olho no selo outro na imprensa!

A Monsanto (indústria dos alimentos trangênicos) acirrou a guerra do agro-negócio contra os alimentos orgânicos e organizações de pequenos agricultores. Semana passada a poderosa indústria com apoio irrestrito dos grandes empresários da agricultura, barrou a divulgação e distribuição da cartilha divulgada pelo Ministério da Saúde em defesa dos alimentos orgânicos, divulgando o novo selo de identificação e os benefícios desses alimentos para a sustentabilidade e diversidade.Mais uma vez a ditadura do oligopólio cala o direito a informação.Falando em ditadura e censura, o que me chamou atenção e incentivou a publicação e divulgação desta cartilha no nosso blog foi o fato de na mesma semana (29/07) o Jornal O Globo publicar em seu caderno de saúde a perniciosa reportagem "Alimentos orgânicos não são mais saudáveis, diz estudo".
A primeira vista é possivel identificar o caráter tendencioso da reportagem que trata de uma pesquisa (AI, AI...) feita pela Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres que comparou a quantidade de vitaminas e nutrientes entre os orgânicos e trangênicos e constatou que os níveis de superação dos orgânicos em relação aos trangênicos é pequeno e pouco relevante em termos de saúde pública.A pesquisa ressalta ainda que as vendas dos orgânicos vêm caindo em alguns países como a Grã-Bretanha, devido a dimnuição do poder de compra do consumidor devido a crise (obviamente a pesquisa sequer cita as artimanhas das grandes industrias para que o preço dos orgânicos não consiga reduções significativas e a falta de incentivo dos governos devido a políticagem). A matéria publicada no jornal admitia que a pesquisa não levou em consideração o caráter de potencial cancerígeno dos trangênicos nas sementes de DNA alteradas (por indústrias como a Monsanto) ou do fator cancerígeno na utilização de agrotóxicos na produção pelas grandes empresas agriculturas e ignorou o fator de sustentabilidade e diversidade para o meio-ambiente, porém na matéria publicada no site do jornal não há qualquer menção aos fatores ignorados pela pesquisa (QUE SÃO EXATAMENTE AS PRINCIPAIS BANDEIRAS DEFENDIDAS PELOS MILITANTES DOS ORGÂNICOS!)
Farsinha total do jornal publicar uma reportagem de pouca confiabilidade que desde o título denigre a imagem dos orgânicos e desestimula o consumidor NA MESMA SEMANA em que a Monsanto barrou a distribuição das cartilhas do Ministério da Saúde.Farsinha revelada, estamos mais espertos e ainda assim não libertos da ditadura e censura oligopolista neo-liberal que oprime as diversas faces da informação.Abram os olhos com as posturas da Gloobo e seu jornalzinho falcatrua ano que vem, ano em que espera-se que a indústria dos trangênicos leve uma rasteira com a instituição do selo de identificação dos orgânicos de produção familiar. E aí cabe a nós consumidores bater o martelo desta história.
INFORMAR É PRECISO!
Segue link da reportagem farsante: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/07/29/alimentos-organicos-nao-sao-mais-saudaveis-diz-estudo-757020309.asp
E agora o principal! AJUDEM-NOS A DIVULGAR A CARTILHA NA CONTRAMÃO DAS INTENÇÕES DA INDÚSTRIA E DO AGRONEGÓCIO, PROVANDO QUE A RESISTÊNCIA E A TROCA DE INFORMAÇÕES OMITIDAS É POSSÍVEL!
A cartilha foi ilustrada pelo Cartunista Ziraldo e podemos encontrá-la no site: http://www.aba-agroecologia.org.br/aba2/images/pdf/cartilha_ziraldo.pdf .
Vamos fazer nossa parte e distribuir pela internet o maior número possível da mesma.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Por falar em poesia - Poema da foda

"Neste Brasil imenso
Quando chega o verão,
Não há um ser humano
Que não fique com tesão.
É uma terra danada,
Um paraíso perdido.
Onde todo mundo fode,
Onde todo mundo é fodido.
Fodem moscas e mosquitos,
Fodem aranha e escorpião,
Fodem pulgas e carrapatos,
Fodem empregadas com patrão..
Os brancos fodem os negros
Com grande consentimento,
Os noivos fodem as noivas
Muito antes do casamento.
General fode Tenente,
Coronel fode Capitão..
E o presidente da República
Vive fodendo a nação.
Os freis fodem as freiras,
O padre fode o sacristão,
Até na igreja de crente
O pastor fode o irmão...
Todos fodem neste mundo
Num capricho derradeiro.
E o danado do Dentista
Fode a mulher do Padeiro.
Lula depois de eleito se tornou um fudedor
Fode a Marisa, o PT e até o trabalhador,
O senador fode o deputado
Que fode o eleitor.
Parece que a natureza
Vem a todos nos dizer,
Que vivemos neste mundo
Somente para foder.
E você, meu nobre amigo
Que agora está a se entreter,
Se não gostou da poesia
Levante e vá se foder!!!"
Autor desconhecido

*Por Paulinha*

SP, mesmo cinzenta também é Brasil.A massa comprovou de perto, que é uma cidade de foder!Por trás das largas avenidas e da solidão cinzenta dos automóveis o espectro de cores brasileiras matizam o cenário da juventude transviada, travestida em um Brasil desconexo à sua realidade a sua identidade de natureza e a miséria de falta de ordem e autoridade. SP travestida de cidade de primeiro mundo, a periferia grita sua mixagem nesse cenário inventado na cidade com mais de 19 milhões de habitantes solitários, abraçados e fodidos pelo tesão da megalópole.Cidade nem lá nem cá. E essa falta de equilíbrio é simplesmente deliciosa.De foder!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A poesia não morreu.

A poesia não morreu, ela é pulsante em nossos abraços ainda que curtos e gélidos, ela vive em nossos beijos, nosso choro e no que restou de nossa solidariedade.
A poesia é velada em cada recordação dos curtos momentos que tivemos em contato com a nossa essência, com as outras dimensões do cosmo, com o livro dos mortos.
A poesia vive ainda na chama que mantemos acesa de nossos cafonas ídolos pré-datados, do soul, blues e vinil.
O Rock é um patrimônio fatalista, que seus amantes e suas gerações de ouro, não se esforçam por mantê-lo vivo.
A hegemonia da arrogância e vaidade, conduziu o Rock a nostalgia cadavérica, aquela velha história de “tudo o que é genuinamente bom e reflexivo, não se produz mais, ahhh aqueles bons tempos do rock...Não voltam mais.”. Os amantes do Rock, foram conduzidos feito marionete pelas artimanhas do sistema, difusor das mídias pop instantâneas, assim como a nossa política.
Desde a luta pela difusão da Social Democracia e os movimentos de guerrilha como Castrismo e Guevarismo, últimos suspiros da geração revolucionária, o Movimento Estudantil e a militância, atenderam aos objetivos maniqueístas do neo-liberalismo ascendente.
A consciência ativa e revolucionária foi dissipada pelas artimanhas da economia capitalista. No processo de condução do pensamento de luta ao fatalismo histórico, palavras como revolução, socialismo x liberalismo, foram obscurecidas como ideologias arcaicas e inúteis. O cenário fétido e artificial em que está enraizada a nossa democracia, contribui para dispersar nesse mar de tecnologia e informação, a formação das celebridades instantâneas, empoeirando nossos livros, discos, ídolos, nosso blues e nossa música experimental.
Em meio aos ventos da democracia neo-liberal, podemos sentir uma brisa sutil mobilizando nossa esperança estagnada, fedida a naftalina.A iluminação vem acompanhada de trilha sonora e propagandas megalomaníacas, exaltando com criatividade a liberdade perniciosa da –falta de –representatividade, pacotões de salvamento financeiro e social, inclusão e acesso a democratização, financiados com dinheiro do governo (meu, teu, nosso) criando a falsa ilusão de mudança de caráter do sistema. O que esquecemos com freqüência é que o capitalismo sempre se apoiou na intervenção estatal para recuperar-se de crises (historicamente cíclicas enquanto vingar o sistema) e que na lógica contemporânea, tapar buracos deixados pela exclusão social e especulação financeira crônicas do sistema com dinheiro público é legal.Idem sustentar a mamata dos órgãos públicos.
Após um breve e superficial panorama, com o intuito de interligar : fatalismo político ao fatalismo ideológico (e óbvio, tendencial, musical, artístico, poético) podemos voltar ao Rock and Roll.
Talvez sejam precisos diversos artigos a fim de tornar esses apontamentos de uma pseudo-ouvinte, pseudo-antenada, pseudo-manipulada, um pouco mais claros, pois afinal quando a inspiração vem a tona, não sei bem mais quem eu sou.
Ora, se a superficialidade não fosse, gostosa e a alienação não fosse viciante, a estagnação não vingaria e lá estaríamos nós construindo jornais subversivos e incorporando organicamente o movimento estudantil, ouvindo Jim Connel, Luis Cilia, Martin Whelan, Silvio Rodriguez, Carlos Puebla, ou melhor, os marxistas e as tribos underground, permitiriam abrir-se a novos ídolos.
Acredito que uma pitada de superficialidade e artificialidade, dá um gás de antinomia necessário a intelectualidade. Prefiro um papo leve, conversas profundas e sem máscaras, sobre sentimentos sim, e não apenas ideologia e política, prefiro madrugadas entorpecidas e dançantes, que apodrecer solitária em meu gabinete de vaidade política e militante. Que uma certa superficialidade sustente a falta de hipocrisia e máscaras sociais, a fim de que prevaleça a verdade do que somos, humanos em decomposição, que venha dosada, antropológica, verdadeira, brilhante e intensa, para que cegue o olhar julgador dos pseudo-cult, pseudo-marxistas, rastafari, dread lock, alternativos, letrista, literatas ou pseudo-intelectuais. Não sou hipócrita a ponto de ignorar minha artificialidade que produz a contradição necessária para ser quem eu sou, a loucura, luxúria e intelectualidade suicida e hiper-link que marcam a minha geração.
Acredito na economia moral de Thompson, acredito na virada conservadora que tornou a academia direitista e artificial, acredito na consciência revolucionária.Não acredito que 200 anos de pensamento iluminista e o brilhantismo do pensamento marxista possa ser reduzido a mecanicismo, linear positivista.
Porém não por isso, sustento visões românticas e arcaicas das hierarquias sociais e confesso, sou igual a você. Não acredito na militância esquerdista brasileira, na política tampouco.Ora! Sarney é presidente do Senado, Collor (nosso populista em ação! O proto-fascismo não morreu!) é senador e os Srs. Maluff e Edmar Moreira, obviamente como todo mundo na nossa política-mãe serão absolvidos. Cabe lembar que essa “justiça-mãe” para políticos e endinheirados é uma questão internacional! Brasileiros, nos privemos da mea-culpa, até Idi Ammim Dada Cumee foi absolvido pela história, com 100 mil mortes de legado em seu governo e alguns cadáveres na geladeira, tudo em nome da “paz internacional” que vivemos! As guerras têm te atingido? Nem a mim! Então: Vivemos em paz!
Do que reclamamos? Ainda temos o tráfico para nos anestesiar, eu compro o meu bagulho e na seqüência perco meu carro e um filho desfigurado por um tiro de fusil, compro minha pastilha de extasy e danço a noite toda como se a minha mentalidade bilontra, pudesse recuperar a solidariedade social extinta, e para os marginais: a cracolândia a menos de 1km da prefeitura de Sp. É a anestesia narcótica cristalizada e instituída, e inchando os cofres públicos de propina. Quer melhor opção?
José Murilo de Carvalho ao publicar seu clássico “Bestializados ou Bilontras” atingiu um grau de contemporaneidade incomparável. As atitudes das massas, principalmente de escravos libertos diante da transição Monarquia-república, era encarada como bestializada, mas a micro-história e suas especificidades, comprova que a melhor palavra seria Bilontra.Conformados que a estrutura excludente seria perpetuada e as “mudanças” eram mais uma forma das novas elites em ascendência impor uma ruptura inexistente com o antigo sistema rumo a “modernidade”, as massas seguem conformadas, mas nunca alienadas ou de olhos vendados a lama e sujeira que escoa das lacunas hipócritas e frágeis da política.Economia moral em ação.
Esse era o ponto que eu queria chegar. Herdeiros do tráfico, da decadência das gravadoras desnudas diante da pirataria, nossa geração hiper-link, é facilmente apontada como artificial, estagnada, culpada por todas as maledicências do caos de identidade, representatividade, violência crônica e estagnação que se instalou. Observadores desatentos, apontam nossa culpa na pirataria e na morte do blues, vitrolas, jazz, bossa, rock e afins e não percebem que a música continua, assim como a poesia.Ela está viva, transfigurada, ativa e circulante.
Nossos avôs da mpb catores-compositores-sofistas-dramaturgos-poetas, e do velho Rock-and-Roll, provavelmente não percebem ao nos intitular como “geração pirata” que a nossa intelectualidade, ideologia e refinamento musical estão ativos e fluindo. A música e a política flui em nossos I-pod, conversas vagabundas no Teles, nos becos, nas favelas, no Proibidão e no baile funk, nos sambas e Universidade, batalhamos pela nossa música ainda que pirateada e ilegal. Procuramos obsessivamente por nossos ídolos na rede e sim disponibilizamos e democratizamos esse acesso, solidariedade social furando os bloqueios do capitalismo.
Promovemos os nossos debates boêmios e vagabundos, difundimos nossas idéias conformistas e suicidas, mas com um tempero “bilontra” e claro revolucionário. A consciência política universitária existe, ainda que nossa Universidade seja vendida e a pesquisa acadêmica se concentre nas Universidades públicas, idem ao movimento (??) estudantil (PSTU??) - se a sua faculdade ainda é pública e você está vivo, não foi estuprado ou assaltado ou um pedaço do teto ainda não caiu sobre a sua cabeça, não cante glórias, em poucos anos ela será privatizada também - ainda que seja propagandeada a ilusão do governo com a democratização do acesso as universidades públicas promovendo o “escolão”. Nós a geração do “escolão” nos diferenciaremos pela nossa curiosidade suicida, que nos conduzirá para o além despido de hipocrisia e um abismo incerto de mágoas, intelectualidade vagabunda e revolta.
Enfim, ao contrário do que você imaginava e desejava para sustentar a vaidade de sua geração de ouro, a música flui e a poesia também. E não limitamos a quase extinta arte e poesia através de julgamentos intelectualóides, deixamos fluir, sem muito julgamento ensaiando o que seria a democracia verdadeira.Nem por isso não atentamos para a fragilidade das celebridades instantâneas e da música de mecânica e construída por empresários capitalistas.
Somos a geração da música eletrônica, a geração da informação inútil, das celebridades instantâneas, dos reality shows, do mensalão, do descrédito na Petrobrás e no Nacional Desenvolvimento com o meu e o seu dinheiro do “escolão” (Pro-uni) que irá conduzir a escola e faculdade pública e particular pro mesmo buraco negro do bolso do empresariado, capitalizando o ensino.
Somos a geração da música eletrônica e assim como o seu tio e seu vizinho, financiamos o tráfico, somos piratas da música e da mídia, sustentamos o capitalismo e a Era dos Impérios, o luxo e a superficialidade.
Somos a geração da música eletrônica e aprendemos com os amantes do Rock a falar mal de nossas festas e a achar que poderíamos ter produzido de melhor em termos de experiências solidárias, lisergia, e experiência musical, está restrito as primeiras festas dos anos 90 e que o Disco e o Funk Melody representam bem nosso olhar fatalista e mesquinho, de que aquilo sim eram noites dançantes, anos 80, noites pretas com branco.
Aprendemos a falar mal de nossos festivais e oprimir experiências transcendentais das novas gerações e bradar por todos os cantos que a fragmentação e seleção de um grupo esperto e dirigente é condizente com a realidade seletiva e limitada que vivemos, afinal hoje em dia só se constrói porcaria.
Mas na nossa individualidade, no nosso I-pod, em nossos “clubinhos” aristocratas, nos permitimos escutar música boa, novas e velhas produções, grooves surpreendentes, sintetizadores instrumentais de alto nível. Sim! Música eletrônica experimental e orgânica, acid-jazz, tribal e outras psicodelias inteligentes, criativas e inspiradoras. Quando retornamos a alguma festa ou festival, deixamos por alguns momentos o julgamento de lado e cochichamos uns aos outros que ainda se ouve coisa boa por aí. Em algum momento dançamos desconectados, se não apenas pelos Chacras e livres, verdadeiramente puros, inspirando movimento e sombra, potencializando e catalisando as lindas afirmações do Calendário da paz, sendo criança e índio, percebendo as divindades no olhar dos amigos, inimigos, estrangeiros e vagabundos, na chuva, nas ocas e na terra. Lembramos em comunhão do livro dos mortos que as lágrimas serão o conforto da experiência cósmica que ainda experimentamos.
Nas nossas festas ainda dançamos por horas sem dizer uma única palavra, mas guardamos cada bit sonoro e atentamos a cada sintetização e a cada virada, e a música se renova a cada minuto nas nossas mentes, pela nossa dança e pela nossa palavra. Diante do barulho construo poesia suicida e assim como Jim, penso na hora da magia, do silencio e barulho, da dança de candomblé, em matar, em política e em foder, penso e sorrio, pois sei que meus amigos estão ouvindo, com o coração e percebendo os saltos da minha imaginação, exercendo a criatividade telepática que a sociedade urbana julga extinta.
Pertencemos a geração da música eletrônica, ouvimos boa música, lemos bons livros, vejo excelentes filmes (“Ôrí está no cinema, não apenas novelinhas da Globo em formatos de longa) assistimos a boas peças de teatro, apesar de você julgar-nos pela nossa artificialidade aparente, e pela nossa forma “bilontra” de dançar por horas a fio sem dizer uma única palavra. Somos curiosos e piratas, atentos não apenas aos nossos discos empoeirados e ídolos pré-datados, mas ao que há de novo, o que sobrevive de bom em nossas festas e nossa música, ao que pode ser filtrado pela nossa pirataria investigativa, o que pode ser construído ainda sob o cenário de nossas festas e festivais, o que vem do morro e da favela, o que vem de fora do país.
Pertenço a geração que constrói a filosofia telepática e individual e difunde por meio da dança e expressão do movimento e da alma, com a certeza que a revolução que queremos começa internamente e é difundida pacificamente pela solidariedade e relacionamento.
Por mais que os olhos se fechem para estes fatos, não podem encobrir que as festas universitárias de música eletrônica são o principal cenário da subversão no Irã e meio de estratégia e mobilização do movimento estudantil em oposição a Ahmadinejad .
Apesar deste desorganizado manifesto, você continuará nos vendo como fantoches artificiais, como geração derrotada pelo extasy e bate-estaca, pela Rave-trio-elétrico. Mas continuaremos do nosso modo “bilontra”, com a nossa política vagabunda e boêmia, dançante, pensante, ativa de dentro pra fora, construindo nossa realidade e futuro pela individualidade telepática.Seguiremos expurgando nossos demônios pela vibração da terra e do movimento inspirado pelo outro em nossos círculos de interação, assim como os hindus e os índios, enquanto você tira a poeira e bota novamente aquele Rock du bom, Blues ou a bossa na vitrola e exalta a nostalgia da geração de ouro, velando de vez os nossos ídolos que deveriam estar ativos, inspirando a sobrevivência da boa música.

quarta-feira, 10 de junho de 2009


Os macaquinhos, conhecidos como "Três Macacos Sábios", ilustram a porta do estábulo sagrado, um templo do século 17 localizado na cidade de Nikko, no Japão. Sua origem é baseada em um trocadilho japonês. Seus nomes são "Mizaru"(o que cobre os olhos), "Kikazaru" (o que tapa os ouvidos) e "Iwazaru" (o que tapa a boca), que na língua é traduzido como "não ouça o mal, não fale o mal e não veja o mal". A palavra "saru", em japonês, significa "macaco" e tem o mesmo som da terminação verbal "zaru".
Aproveitando então o trocadilho, não poderia deixar de fazer correlação com a política. Acredito que os governantes, os poderosos, e até mesmo nós, meros cidadãos, precisamos aprender um pouquinho mais com os 3 macacos sábios.


Observem e (Pasmem):

Alguém perguntou ao Sr. Bush (na época dos atentados) porque a familia Bin Laden saiu dos EUA sem maiores problemas?! Não houve extenso interrogatório e nem ao menos foram detidos no país até que muitas coisas fossem esclarecidas, o governo Bush apenas respondeu que segurá-los nos EUA seria considerado sequestro.

Vamos aos fatos:

Em 1977, Mr. Bush (pai) argumentou com Mr. Bush (filho) que já era tempo de arranjar um emprego de verdade, ele montou e colocou a seu dispor aquela que seria sua 1a. companhia de petróleo - chamada Arbusto (a tradução em português da palavra inglesa "bush"). Um ano depois, o Sr. Bush filho recebia financiamentos de um homem chamado James A. Bath. Era um velho amigo dos tempos em que serviu na Guarda Aérea Nacional do Texas. Ele, James, fora contratado por Salem Bin Laden - irmão de Osama - para aplicar o dinheiro dos Bin Laden em várias empresas texanas. Algo como U$ 50 mil - ou 5% do controle da Arbusto - chegaram à empresa via sr. Bath.

A maioria de nós com certeza não sabia disso, e supreendo-me ainda mais ao saber que o sr. Bush filho e pai conhecem os Bin Laden há muito tempo.

Salem Bin Laden foi ao Texas pela 1a. vez em 1973. Mais tarde comprou umas terras, construiu uma casa para morar e criou a Bin Laden Aviation.
Os Bin Laden são uma das famílias mais ricas da Arábia Saudita. Sua gigantesca empresa construtora praticamente construiu o país, das estradas às estações de energia, aos arranha-céus e aos edifícios públicos. Eles construiram ainda uma das pistas de pouso que o sr. Bush pai usou na Guerra do Golfo, e nada mais nada menos que a pista particular dos Bush.

Muitas vezes bilionários, começaram a investir em outras iniciativas ao redor do mundo, incluindo os EUA. Eles mantém estreito relacionamento comercial com conglomerados americanos - Citigroup, General Eletric, Merryl Lynch, Goldman Sachs e Fremont Group, esta uma subsidiária do gigante de energia Becthel. De acordo com a The New Yorker, a família Bin Laden também possui uma parte da Microsoft e da gigante das linhas aéreas e da defesa, Boeing. Eles doaram U$ 2 milhões para a sua alma mater, a Harvard University, outros U$$ 300 mil para a Tufts University, e dezenas de milhares mais para o Conselho Estratégico do Oriente Médio, um conselho de notáveis presidido pelo antigo embaixador americano na Arábia Saudita, Charles Freeman. Além da propriedade que possuem no Texas, eles têm imóveis na Flórida e Massachussets.

Infelizmente, Salem Bin Laden morreu em uma acidente de avião no Texas em 1988 (o pai dele, Mohamed, também morreu em um acidente de avião em 1967 - coincidências à parte - lá vem o 11 de setembro). Os irmãos de Salem - há cerca de 50 deles, incluindo Osama - continuaram a tocar as empresas e investimentos da família.

Depois de deixar a presidência, Bush pai tornou-se consultor muitíssimo bem pago de uma empresa conhecida como Carlyle Group. Um dos investidores da Carlyle Group era ninguém menos que a família Bin Laden. Os Bin Laden tinham pelo menos U$ 2 milhões nesse grupo.

Até 1994 o sr. Bush filho chefiou uma companhia chamada Cater Air, que era propriedade da Carlyle Group. No mesmo ano, o sr. Bush filho deixou a Cater Air em situação pré-bancarrota, tornou-se governador e rapidamento viu-se a Texas University - uma instituição estadual - fazer um investimento de U$ 10 milhões no Carlyle Group. Coincidentemente a familia Bin Laden subiu no trem da alegria do Carlyle em 1994.

O Carlyle Group é um dos maiores empreendedores do setor de defesa dos EUA, entre vários outros ramos de trabalho. Eles não chegam a fabricar armas, eles compram fábricas de armas em má situação financeira, transformam em empresas lucrativas, e as vendem por enormes quantidades de dinheiro.

As pessoas que comandam a Carlyle Group compõem um quem é quem de ex-poderosos na administração pública, entre vários poderosos americanos até ao ex-primeiro ministro britânico John Major. Olha aí o poder centralizado!

O chefão da Carlyle Group, Franl Carlucci, é também membro do board de diretores do Conselho de Políticas para o Oriente Médio, juntamente com um representante dos negócios da familia Bin Laden.

Depois do 11 de setembro, vários jornais publicaram essa estranha coincidência. O sr. Bush pai e seus amigos no Carlyle Group não renunciaram aos investimentos dos Bin Laden. O exército de gênios de Bush filho entrou então em ação e tratou de dar uma enrolada. Disseram que não poderiam pintar esses Bin Laden com os mesmos pincéis que usamos para pintar Osama. E então apareceu um tanto daqueles "bons" Bin Laden - incluindo a mãe de Osama, uma irmã e dois irmãos - com Osama no casamento do filho, apenas 6 meses e meio antes do atentado.

A família Bin Laden não só cortou seus laços com Osama como continuou a financia-lo, da mesma forma como sempre fez por anos a fio. Osama Bin Laden tem acesso à fortuna de sua família, sua parte estimada em U$$ 30 milhões no mínimo, e os Bin Laden, bem como outros sauditas, mantiveram Osama e seu grupo Al Qaeda bem financiados.

Somente 2 meses depois dos ataques, a familia Bush resolveu parar de compartilhar a cama com os Bin Laden, a Carlyle Group foi pressionada a devolver seus milhões aos Bin Laden e a pedir que estes deixassem a companhia como investidores.

Para piorar as coisas, descobriu-se ainda que um dos irmãos de Bin Laden - Shafiq - esteve ele mesmo, de fato, presente numa convenção de negócios do Carlyle Group em Washignton na manhã de 11 de setembro. No dia anterior, na mesma convenção, o sr. Bush pai e Shafiq estiveram conversando animadamente com todos os bacanas - e ex-homens de governo do - Carlyle Group.

Continua...

Ciça Antunes

segunda-feira, 11 de maio de 2009

CALA A BOCA!

Um deputado caiu na besteira de usar esta expressão feliz (ou infeliz) nos últimos dias e assinou com isso sua sentença de morte; sentença de morte da sua identidade! De fato, metade hilário, metade lastimável (o tal cômico se não fosse trágico) a verdade é que o cidadão, a partir daquilo, perdeu o nome e o sossego!

Abre-se o jornal, e nas manchetes só se vê: "o deputado que se lixa para a opinião pública isso e aquilo...!" E isto diariamente!!! Toda vez que me deparo com tais manchetes não aguento, mas existe uma razão para isso, não tão banal, não tão superficial. É que, para qualquer um dotado de uma capacidade crítica mínima, resta óbvio que o episódio não reflete apenas um deputado... reflete um país!

Começo a pensar que o erro maior do tal "deputado que se lixa para a opinião pública" não foi além do que dar voz ao que todo mundo atualmente diz no Brasil. Pois, inegavelmente, está todo mundo se lixando!

Eles e nós!!!

Eu e você!

Será a índole do brasileiro? Afinal, os políticos de há muito se lixam para as calamidades sociais do país, a despeito das promessas de mundos e fundos de campanha. Isso não é novidade. Se lixam para os escândalos sucessivos da vida política e agora, enfim, confessam que se lixam para a opinião pública.

Mas nós também, a esta altura do campeonato, damos mostras perigosas de que estamos nos lixando, e a respeito do que absolutamente não deveríamos estar a nos lixar!!!

A educação de base anda uma porcaria e, dada a inércia unânime da população, ademais ocupada atrás de emprego e de ao menos uma refeição ao dia, conclui-se que toda ela está, de fato, sem tempo, se lixando para a falta de qualidade no ensino...

A saúde pública está falida, e continuamos nos lixando - todos sofrendo como gado nas filas do SUS e nos hospitais ineficientes, mas não vem não, atrapalhar o meu futebol e o meu churrasco regado à cervejinha no fim de semana, porque, depois de passado de uma forma ou de outra o sufoco, estou mesmo é me lixando! Quem tem que dar jeito na saúde são as autoridades - não é isso mesmo?!

E será que basta blá-blá e blá-blá nas filas de sofrimento do atendimento à saúde pública para que algo melhore?!

Ahhh, estou mesmo é me lixando!...

Morte por esmagamento e asfixia nos trens Supervia e do Metrô - para além de resmungos ocasionais e blá- blá-blás, estou é me lixando!...

Horas de fila nos bancos... que droga! Estou é me lixando!

Dinheiro público desviado, corrupção politica, desvios de milhões para fora do país, por parte daqueles aos quais dedicamos nosso seu valioso voto! Aaah! Reclama-se, reclama-se, mas, no final, estamos mesmo é nos lixando!

Começo a pensar que o povo acha até bom. Se ninguém mais se lixasse, acabaria o assunto nos botecos, nas filas de ônibus, nas ruas, nas praças e nos setores de trabalho. Melhor é fica se lixando! A responsabilidade nunca é nossa, ganha-se o ônus do resmungo e da reclamação pura e simples; e assim a obrigação de cobrar e se pensar em soluções, não é nossa!

O desconforto é nosso - mas a solução, só deles! Dos supostos únicos responsáveis pelo estado caótico ao qual chegamos. Então, melhor e mais confortável ficar "se lixando"! Acalma os nervos, combate o stress...

Será?!

Nãaaoooo!!!!

O stress continua porque a situação prossegue a mesma, e aqueles a quem se atribuiu responsabilidades para as soluções estão se lixando! E não acalma os nervos porque, assim sendo, tudo continua como está - com todo mundo por conseguinte mais danado da vida a cada dia, o que não é lá muito calmante para os nervos.

Enchentes nas ruas onde obras de saneamento e esgoto não são feitos, mas onde também o povo emporcalha tudo com lixo bem ao lado das lixeiras! Estamos nos lixando...

Índices de violência alarmantes nas grandes cidades, com todo mundo entrincheirado na própria casa sem ter mais para onde correr e se abrigar dos potenciais perigos cotidianos; Aaahh, mas eu tenho que sair todo dia mesmo, e as autoridades de segurança não estão nem aí... estou é me lixando!

Amigos... estou começando a me lixar é para outras coisas...

Já que algo precisa ser feito e, de ambas as partes, ninguém faz - solene e conscienciosamente, me educo, cobro, faço da melhor forma a minha parte...

Quero segurança pra minha cidade!

Quero saúde e lazer de qualidade!

Quero oportunidade digna de trabalho para todos!

Sobretudo, quero cultura e educação de qualidade no meu país - pois está é a base, o pré-requisito essencial para que toda uma sociedade não chegue ao ponto lastimável de estar "se lixando" para com a própria situação de profunda indigência no rol das nações avançadas do mundo!

E uma coisa é certa: todos os participantes desta panela amaldiçoada e entronizada secularmente na politica brasileira, bem cedo, haverá de parar de se lixar para a opinião pública, no dia em que, unanimente, o brasileiro se recusar a colocar no poder esta eterna cambada reciclada de picaretas, com um único basta, curto e grosso.

E deixando, deste modo, bem claro que "está se lixando" para o que os autores dos chavões globais , e outros úteis vassalos subservientes e coniventes com o sistema dominante, pensem ou deixem de pensar a respeito.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

É MELHOR NÃO CONTAR

O sujeito que é brasileiro, trabalhador, empregado, vive de sentimentos extremos, angustia e alívio. Não é que sejamos depressivos, mas a verdade é que o indivíduo inicia todos os meses do ano devendo. Trabalha uma média de vinte e quatro dias por mês, mais horas do que a lei estabelece, sem contar as extras e o trabalho que leva para casa.

Durante todo esse tempo em que sua mente, seu corpo e até sua alma produzem alguma coisa seu pensamento é o mesmo, há dívidas para pagar. E as dívidas têm um imenso poder, na hora das compras elas parecem pequenas, ao serem ‘divididas em suaves prestações’, se não tem dinheiro para pagar à vista, usa-se o carnê ou o cartão de crédito.

Às vezes, quando se tem alguma quantia, o sujeito fica na dúvida entre comprar a vista ou a prazo, é preferível guardá-la porque mais tarde pode-se precisar. Quando a fatura chega, no meio das outras correspondências, é jogada em cima da mesa, da geladeira, na gaveta sem pressa alguma de ser conferida porque seu conteúdo não é um dos mais desejáveis.

Alguém deve pensar, existe coisa mais sem lógica do que já nascer devendo? A vida do brasileiro é assim e a Economia é capaz de explicar esse fenômeno. No entanto, quem vai lembrar disso na hora em que se depara com os preços pequenininhos, escritos em letras gigantes, acompanhados de intermináveis prestações, escritas em letras quase ilegíveis?

A alegria de levar o celular, o computador, o vestido, o sapato suprime o peso da dívida que vai se arrastar, muitas vezes, além da vida útil do objeto. Mas tudo se justifica no dia do pagamento. O sujeito sente um alívio sem tamanho porque vai ter as verdinhas nas mãos. Porém, o dinheiro, que também faz mágica, desaparece rápido demais.

Feliz daquele que ainda enfrenta uma fila sem tamanho no banco para depois de receber o “dindin”, contar e recontar as cédulas antes de entregá-las nas mãos de pessoas estranhas. A maioria das pessoas nem sabem quais as figuras que preenchem um dos lados das notas porque o banco faz o repasse automaticamente.

Meu pai costuma dizer que a culpa é do sistema capitalista, quem não deve, nada tem. Se você compra tudo à vista não tem nome na praça e pior do que não ter dinheiro para pagar na hora, é não ter crédito para comprar coisa alguma.
Entre a aflição da dívida e a felicidade da compra, prefiro concordar com ele. E você?

quinta-feira, 2 de abril de 2009


Amo tudo aquilo que não faz parte da nossa realidade, mas mantenho meus pés no chão até que a minha mente destrave as barreiras entre as sombras e a luz, a ignorância e a sabedoria.