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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Antes arte do que tarde.


BEM CABE UMA PROFECIA...

"Já faz tempo pacas
Que eu não vinha aqui cantar no festival
Eu não vou ganhar, quem sabe até eu vou perder ou empatar

Nós não estamos nem aí
Nós queremos é piar
Nós estamos é aqui
E sua mãe onde é que está?

Mande um abraço pra velha
Diga pra ela se tratar

Você pensa que cachaça é água
Mas cachaça é água não
É não

Você pensa que eu estou brincando
Mas brincando eu não estou não
Estou não
Estou não

Imagine um festival
Sem caretas e no sol
Imagine um festival com a sua mãe e o Juvenal"

Ao tempo que o som psicodélico do minimoog e melotron e as pioneiras experiências dos roqueiros da cantareira com lsd anunciavam uma nova era musical a erudição e caretice dos festvais cerrava os juris em uma cortina de ferro para defender o moralismo musical.
Quem diria a herança da liberdade conquistada (ou emancipação rs) sobraria pra nós.

Em 72 o grupo lança “Mutantes e Seus Cometas no País dos Baurets”, que trouxe ainda problemas com a censura na faixa “Cabeludos Patriotas”. Eles são obrigados a trocar o nome da música e a letra (no mesmo álbum encontra-se a clássica “Balada do Louco”). No segundo semestre do mesmo ano lançam “Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida”. Ainda no mesmo ano (72) participam do último Festival Internacional da Canção, que estava em sua sétima edição, com a música “Mande um Abraço Pra Velha”.
Com vaias exorbitantes o grupo sai do palco com poucas esperanças (apesar de aparentarem hostilidade cada vez maior as questões internas do país) mas haviam plantado raízes sólidas na cultura musical do país e do mundo. A música elétrica dos Mutantes daria lugar decadas depois a um legado imensurável, uma revolução cultural e musical condizente com tempos em que a esperança parece ainda mais distante, a música eletônica.

Bahia here wee goo!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

"Há 2 espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e OS AMIGOS, que são os nossos chatos prediletos."


"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas
que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos
que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia,
das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano,
enfim… do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe…nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices…
Aí, os dias vão passar, meses…anos… até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo….
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
- “Quem são aquelas pessoas?”
Diremos…que eram nossos amigos e…… isso vai doer tanto!
“Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!”
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente……
Quando o nosso grupo estiver incompleto…
reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo…..
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades….
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos
os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!”

Fernando Pessoa

*Cabalísticamente essa era a foto no "pick of the day" do nosso face ontem.*

Feriado ensolarado pra alegria da garotada...

Família ê
Família á
Família